segunda-feira, 7 de abril de 2008

A ÚLTIMA VEZ( EM MEMÓRIA)

A Última vez (Baseado em Fatos Reais)

Tudo começou quando eu conheci um rapaz chamado Gilson dia: 23 de agosto de 1997 quando fui à casa das minhas primas em Eldorado. Naquele dia Eu, minha Amiga e minhas Primas iríamos numa festa como qualquer sábado a noite que esperamos qualquer coisa para no fundo no fundo só querer zoar e se divertir. Mais antes de irmos a essa festa de 15 anos sairmos em busca de uma meia calça para uma das minhas primas e no caminho nos deparamos com quatro rapazes. Um deles eu já conhecia que era o Dinda. O Dinda que apresentou os outros três. Serginho, Gilson, e Alessandro. Nesta época tinha acabado de fazer 14 anos e já decepcionada com o primeiro amor. Estava gostando ainda do primeiro cara que me beijou pela a primeira vez quando tinha 13 anos. Mais aos poucos estava descobrindo que não gostava mais dele e tive certeza disso quando naquele mesmo dia conheci o Gilson. O Gilson era simples, humilde, alegre, amava viver. Conversamos pouco mais o suficiente para ser inesquecível. Ele demonstrou que gostou de mim. Pelo menos de me conhecer. Conversamos sobre peça de teatro, que estilo de musica a gente gostava e de brincadeira ele pediu que eu desse uma voltinha e chegou a assobiar. Mais infelizmente não poderia ficar, pois tiamos que ir a essa festa de 15 anos. Então nos despedimos sem ter certeza se voltaríamos a nos ver de novo. Então fomos embora e logo depois fomos para a festa. Na festa reencontrei o Carlos o primeiro cara que me beijou ainda sentia alguma coisa pelo o Carlos mais sentia também que esse sentimento estava acabando e não tirava o Gilson da minha cabeça. Dias depois da festa no dia 06 de setembro de 1997 resolvi retornar ao mesmo lugar que eu o conheci estava com a Steffany e por mera coincidência no mesmo lugar que nos conhecemos revi seus colegas que conheci na noite do dia 23 de agosto de1997 Serginho e Alessandro irmão do Dinda. Cumprimentamos-nos e eu cheguei a dizer: nossa como Deus é bom por esta ali pertinho de reencontrar o Gilson. O Serginho não tirava os olhos da Steffany. E eu só queria ver o Gilson. Então atravessamos a rua e ele estava promovendo um show no sacolão ele era dj. Quando cheguei com a Steffany que já estava trocando idéia com o Serginho. O Gilson estava encima do palco. Então eu e minha amiga ficamos conversando até que ela sumiu com o Serginho e ficaram para valer. O Serginho era gente fina para caramba. Minutos depois o Gilson se aproximou de mim e disse: vamos conversar me pegou pelo o braço e me levou para as grades do sacolão do bairro foi um ficar sádico. O ficar que ficou no meu coração. Foi à noite mais feliz da minha vida. Tinha depositado todas as esperanças de achar que eu e minha amiga tínhamos encontrado a felicidade em dois caras maravilhosos com o Serginho e o Gilson. O Gilson era maravilhoso. Foi um ficar de uma forma tão diferente, um momento mágico, um ficar selvagem onde morria a imaginação e se tornava cada vez mais real e surpreendente. Nunca tinha ficado com um cara tão diferente. Surpreendente, os beijos dele na orelha, no pescoço, na boca. Desejos fuminantementes louco de um querer mais. Eu não queria sair mais dali eu tinha encontrado a felicidade mais o destino me traiu. Naquela época eu tinha 14 anos e ele 22 anos. Foi o único momento na minha adolescência que eu fui feliz foi ter ficado com ele. Quando deram 19 horas eu e minha amiga tínhamos que ir embora e quando nos despedimos foi até engraçado ele pulou do palco e me abraçou e me beijou demoradamente. Eu tinha tantos planos para esse relacionamento. Que eu choro só de escrever. Quando fui embora com a minha amiga ela me revelou que não iria com esse relacionamento para frente, pois não gostou realmente do Serginho aquilo para mim foi um baque porque achava que nos quatro seriamos felizes para sempre. Fazíamos dois casais maravilhosos. Mais não tirava o Gilson da cabeça mais o destino se encarregou de dificultar nosso encontro. Não perdia o contato com ele porque ligava para ele todo final de semana na radio dele que se chamava Radio Máster. Numa ocasião eu liguei para o Gilson e marcamos um encontro mais ele não foi. E fiquei chateada mais não tinha perdido as esperanças ainda. Em novembro de 1997 liguei para ele e acabamos fazendo amor por telefone foi um momento que me marcou também e me deixava mais apaixonada. Quanto mais o destino atrasava nosso reencontro mais apaixonada por ele eu ficava. Até que chegou dia 04 de janeiro de 1998 e finalmente o reencontrei pessoalmente na rua onde ele morava. Ele estava tão lindo, tão perfeito, tão alegre para viver, disposto a ser o cara que ele sempre foi. A única coisa que existia na vida dele só alegria. Derrepente o vi diante dos meus olhos, da minha boca, e meu desejo, meus olhos brilhavam. Mais o meu desejo estava em silencio. E no reencontro percebi que ele olhava para mim como eu olhava para ele. A gente não parava de se olhar. A gente falava oi querendo falar vamos ficar junto?
Olhava para ele e ele cantava bem baixinho uma musica que anos depois faria parte da morte dele pra onde vai do Gabriel o pensador. Ele sabia cativar tinha uma energia maravilhosa. Mais precisava ir embora e quando me vi diante do horário nem me despedi direito dei um tchau rápido sem imaginar que seria a última vez que o viria. Lembro que quando dei um beijo em seu rosto pela a última vez. Senti que era uma despedida. Mais jamais acreditava que era uma despedida definitiva. Depois entrei numa depressão que só não cometi um suicido porque eu sempre pensava no Gilson mesmo que eu tenha abrido mão desse amor impossível pensar nele e na alegria dele me dava forças. Quando entrava em depressão eu sempre lembrava dele, sua alegria, seu carisma, de todos os momentos com o sem ele. Como iria imaginar que o mesmo cara que aliviava minha depressão por pensamentos, o mesmo cara que me fez a adolescente mais feliz pudesse morrer de uma maneira tão covarde. Depois de cinco anos que o conheci dia 17 de dezembro de 2002 ele foi assassinado com mais de 30 tiros por causa de uma garota. Mais só fui descobrir isso em dezembro de 2003 minha prima me contou quando perguntei sobre ele. Na hora não acreditei precisava ter certeza. Então liguei para a stefany me desabafei com ela porque estava muito nervosa e poderia fazer uma besteira então ela se comprometeu a ir comigo. Quando entrei na rua dele me veio todas as lembranças maravilhosas que vivemos e com muita esperança de saber que a sua morte foi engano e que a qualquer momento eu iria revê-lo quando me deparei com a casa dele o Serginho vinha chegando eu me aproximei e disse: lembra de mim? Ele disse que sim mais logo de cara foi falando olha se você veio falar com seu amigo Gilson esquece porque ele morreu. Ele já me confirmava o que eu não queria descobrir. Eu vim aqui para descobrir toda a verdade disse ao Serginho então ele convidou eu para entrar e me contou que a tragédia chegou a sair no jornal. Depois minha amiga foi para a casa da prima e eu fiquei esperando a irmã do Gilson. Enquanto a irmã do Gilson não chegava o Serginho me contava sobre a morte do Gilson. O cara que me aliviava da dor da depressão derrepente morre e eu não poderia fazer nada. E o mais revoltante ele era um cara do bem não merecia morrer como morreu. Eu daria minha vida por ele, pois ele salvou a minha só com sua humildade e alegria mesmo distante de mim. Quando a irmã do Gilson chegou me contou tudo sobre a morte do Gilson e quando vi suas fotos comecei a chorar descontroladamente mais sua irmã Adriana me disse: não chora porque o Gilson era alegre e não gostaria de ver nenhuma amiga dele chorando da onde ele estivesse. Nessa hora minhas lagrimas secaram na hora ela me deu o cód. do tumulo dele e dia 01 de janeiro de 2004 eu fui ao cemitério mais estava tão nervosa que não o encontrei e rezei por ele lá mesmo no cemitério. Ele é uma parte fundamental na minha vida que me faz forte mesmo sentindo muita saudade. O Gilson esta vivo em todos os corações da pessoa que te amam.

EM MEMÓRIA DEDICO VENTO NO LITORAL(LEGIÃOURBANA)

De tarde eu quero descansar chegar até a praia e ver, se o vento ainda esta forte, e vai ser bom subir nas pedras, sei que faço isso para esquecer eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora.
Agora esta tão longe, vê a linha do horizonte me distrai dos nossos planos é que tenho mais saudades, quando olharmos juntos na mesma direção aonde esta você agora alem da qui dentro de mim?
Agimos certo sem querer foi só o tempo que errou. Mais vai ser difícil sem você porque você esta comigo o tempo todo. Quando vejo o mar existe algo que me diz: a vida continua e se entregar é uma bobagem. Já que você esta aqui, o que posso fazer é cuidar de mim. Quero ser feliz ao menos... Lembra que o plano era ficarmos bem? Hei olha só o que eu achei? Cavalos marinhos... Sei que faço isso para esquecer eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora...

NASCEU: 07/03/1975FALECEU: 17/12/2001

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